terça-feira, junho 12, 2012

 

Oscar Quiroga - 1634

Negócio é negar o ócio


Filosofia e amor não podem ser negócios, porque renegariam o imprescindível ócio, não por requererem preguiça, como pareceria à primeira vista, mas porque enquanto a alma estiver trabalhando para ganhar o pão e cumprir deveres não restaria mente e coração suficientes para irradiar generosa influência benéfica, sem esperar nada em troca, pois o ato em si seria a devida recompensa. Negar o ócio é a origem do negócio; se nossa humanidade se dedicar exclusivamente a isso, então deixará de usar sua mente para exercitar reflexões profundas e também fechará as portas do coração e será cada vez menos generosa. Qualquer semelhança com o estado atual da civilização não é mera coincidência, o deus dinheiro a que nossa humanidade moderna rende veneração nega o ócio, é um negócio.

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