Saturday, August 19, 2017

 

Oscar Quiroga - 3446

Entidade inteira

Evita despertar esperando algo maravilhoso acontecer, já que, apesar de a imaginação criar uma expectativa positiva, se nada ocorrer, no fim do dia terás de lidar com a frustração. Além disso, a expectativa vicia, alimentada inclusive pelo provérbio de que a esperança é a última que morre. A esperança pode não morrer, mas tu morrerás e se não queres perder tempo, então, tuas ações hão de ser proporcionais às expectativas que cultivas. Parte do princípio de que, como humano, tu representas uma experiência completa. Tu pensas, tu desejas, tu ages e tu és a consciência, o fio de meada que alinhava pensamento, desejo e ação. Se uma parte deste maravilhoso processo cósmico da humanidade é falho ou desintegrado, todo o resto é comprometido, pois, ou tu és uma entidade inteira ou não serás nada.

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Friday, August 18, 2017

 

Oscar Quiroga - 3445

Teu desassossego

Teu desassossego é o fiel reflexo de que tu sabes que viver uma vida ordinária não é teu destino. Cuida, então, para que esse desassossego te sirva de trampolim e a cada dia tuas ações te aproximem a uma vida mais intensa, pois, se ficares apenas na imaginação de como tudo deveria ser, a cada dia construirás um calabouço inerte de repetições frustrantes, tudo o oposto do que desejarias. O único erro de que deves te arrepender é o de não tentares à altura de teus anseios, dando o imaginado pelo feito. A força da imaginação não é realizadora, não importa o quanto tentes te convencer do contrário, tu só podes realizar utilizando o instrumento físico que está à tua disposição, considerando que a imaginação seja apenas o combustível da ação, e nunca um fim em si mesmo.

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Thursday, August 17, 2017

 

E o amor resistiu ao tempo


Abaixo alguns trechos desse livro [1] de Américo Simões.
 
Pietro era uma criança que nasceu com os pés tortos. Por isso seus pais simularam a sua morte e o doaram anonimamente a um asilo de crianças abandonadas. Com muito esforço, Pietro se tornou um violinista famoso, mas morreu cedo, assassinado, após conhecer seus pais biológicos. Na encarnação seguinte, ele tornou-se, por idealismo, um oficial nazista que participava do Programa T4, desenvolvido por Hitler, cujo objetivo era a eliminação (cremação em fornos) ou a esterilização de pessoas com deficiências físicas, mentais, doentes incuráveis ou com idade muito avançada, denominados de "vida que não merecia ser vivida". Pietro era dessa opinião por ter sido rejeitado pelos pais na vida passada. Isso o fez rejeitar a si próprio e desejar a própria morte (consciente ou inconscientemente) para libertar a si mesmo do fardo de ter nascido com os pés tortos e seus pais biológicos, a quem tanto queria contentar, da vergonha de terem tido um filho com os pés daquele jeito. Em outras palavras, sua rejeição acabou atraindo para si a morte estúpida que encerrou sua última encarnação. Por isso devemos sempre policiar os nossos pensamentos e palavras, pois ambos têm o poder de determinar nosso destino. Posteriormente, Pietro desistiu desse programa e fugiu para o Brasil, trazendo duas crianças visadas por esse programa...

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, E o amor resistiu ao tempo, Barbara Editora, São Paulo, 2012.

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Oscar Quiroga - 3444

Continua buscando

No fragor de tuas lutas cotidianas, de tuas incertezas, frustrações, temporárias conquistas, ansiedades e por aí vai a lista, é muito comum que percas o fio da meada, ou seja, que tua consciência seja fragmentada e que, como resultado, te seja difícil encontrar sentido a vários dos acontecimentos em que te envolves. Felizmente, tu podes perder o fio da meada, mas o fio da meada não te perde e, por isso, está sempre disponível para que intencionalmente tu encontres uma solução de continuidade. Te perdes pela inércia e pela força da maioria de teus semelhantes, que estão tão perdidos quanto tu, sendo melhor que não sigas ninguém; que bem faria um cego mental liderar os que buscam alguma luz? Te perde à vontade, não tenhas pudor nisso, mas nunca te acomodes na perdição, continua buscando.

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Wednesday, August 16, 2017

 

A Solidão do Espinho

Abaixo alguns trechos desse livro [1] de Américo Simões.

Toda ilusão leva à desilusão. A alma de todos busca a verdade e a sinceridade. A vida une tudo e a todos por motivos que vão muito além da nossa percepção. Cada ser encarnado descobrirá as razões no momento certo.

Nem sempre colhemos os frutos do que plantamos logo em seguida. Mas as sementes estão lá, crescendo, e logo darão os frutos e, muitas vezes, quando as pessoas já se esqueceram deles, e não esperam colher mais nada. Da mesma forma que tudo que se faz, volta. Tanto o bem quanto o mal. É comum fazermos escolhas que na nossa opinião são boas, mas que na verdade nos são prejudiciais. Mas, podemos dizer que por trás de uma decisão errada acontece um aprimoramento pessoal e espiritual. De tudo se tira um proveito, é preciso viver de tudo: alegrias e tristezas, na saúde e na doença, amando e em solidão, para que a integridade do ser floresça.

As pessoas não são fantoches na mão dos espíritos. Se fossem, seriam tal como bonecos de madeira, sem vida e sem personalidade própria. Não seriam donos de seus narizes. Ter domínio sobre a sua vida é que faz do espírito, indivíduo. É o que ensina a ter responsabilidade por seus atos, por sua evolução.

Por que algumas pessoas nascem com talentos para a arte? Porque desenvolveram essa habilidade em outra vida (em outra encarnação). Por isso que um membro de uma família nasce com talento para a arte desde pequenino sem ter ninguém mais na família que tenha esse dom. Os dons, habilidades e facilidades para aprender algo na vida revelam claramente que houve um período de vida anterior ao nascimento no qual esse indivíduo pudesse desenvolver talentos. Caso não houvesse, como poderia ter nascido com tais habilidades?  Elementar, meu caro Watson...

Existem pessoas que são como uma flor cheia de espinhos, encantamo-nos pela flor, esquecendo-nos de levar em conta os espinhos que há em seu caule; por isso quando a pegamos, nos ferimos. Por mais que tenhamos cuidado, ainda assim nos ferimos. Infelizmente a flor linda acaba solitária, pois os espinhos nunca deixam ninguém se aproximar, o mesmo acontece com os espinhos. Por isso os poetas referem-se a eles como a solidão do espinho...

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, A solidão do espinho, Barbara Editora, São Paulo, 2011.

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Oscar Quiroga - 3443

Tudo é necessidade

Evidentemente, não se pode viver sob opressão o tempo inteiro, nem tampouco seria inteligente aceitar essa condição como normal e, para não a mudar, entoar cantigas mentais de pensamentos positivos e imagens fantásticas de mundos melhores. Milhares de pensamentos positivos serão inúteis e contraproducentes se não agires positivamente também. Ainda melhor do que isso é tomares como uma verdade fundamental que a existência humana se desenvolve em diversas gradações simultâneas entre os píncaros da glória e os subterrâneos sórdidos e sinistros, por isso, não te cabe escolher entre o melhor e o pior, mas descobrir a necessidade que faz tudo existir. Parte do princípio de o Universo ser perfeito e de que toda e cada uma das existências se manifestam como resultado de uma necessidade.

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Tuesday, August 15, 2017

 

Oscar Quiroga - 3442

Tenta de novo

Mentes toda vez que afirmas que tomaste essa ou aquela decisão porque não tinhas alternativa e que pela força das circunstâncias tudo aconteceu como aconteceu. Mentes porque tentas tirar de ti a responsabilidade decorrente dos teus desejos, porque são esses e nada além desses as causas primordiais de te encontrares onde te encontras, no centro do labirinto que teus próprios passos tramaram. Faz essa constatação para não perderes mais tempo erguendo tuas mãos ao céu em busca de uma ajuda divina que não virá, porque os desejos são emanações divinas que tu brandiste e só te resta voltar a usar a mesma arma e desfazeres esse labirinto que te oprime. Tenta de novo, e se errares, tenta tudo de novo até te tornares destro.

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Monday, August 14, 2017

 

O Massacre de Jonestown [Guiana]


"Aqueles que não lembram corretamente do passado estão condenados a repetí-lo"

Em 18 de novembro de 1978, uma tragédia ocorreu na nação sul-americana da Guiana [1]. Mais de 900 homens, mulheres e crianças foram misteriosamente assassinadas em uma comunidade religiosa isolada, conhecida como o "Templo do Povo" ("Jonestown"). Uma grande cuba de bebida contendo veneno foi encontrada no local, levando a uma hipótese inicial que as mortes fossem causadas por suicídio. Os corpos das vítimas foram encontrados lado-a-lado em filas bem feitas, como se as pessoas tivessem bebido o veneno e então tivessem deitado juntas e morrido. No entanto, quando as autópsias foram feitas nas vítimas, descobriu-se que 700 das 900 pessoas tinham morrido por tiro e por estrangulamento. Elas não tinham cometido suicídio: elas foram brutalmente assassinadas em massa. É muito provável que aquelas que tomaram o veneno ou fizeram isso involuntariamente ou não sabiam o que estavam bebendo. As únicas pessoas que escaparam da tragédia foram aquelas que não estavam presentes quando as 900 vítimas foram executadas. A pergunta é: quem assassinou os habitantes de Jonestown?

O deputado norte-americano Leo Ryan viajou à Guiana para investigar Jonestown pessoalmente após ele não conseguir obter informações adequadas sobre essa comunidade do Departamento de Estado dos EUA. Leo Ryan não viveu (foi assassinado lá na Guiana) para contar o que ele descobriu e praticamente todos os homens, mulheres e crianças envolvidos foram silenciados. O massacre ocorreu durante a época em que os jornais americanos contavam estórias sobre esperimentos de controle mental pela CIA - experimentos que a CIA afirmava que ela não mais realizava. Será que a CIA esteve envolvida nesses assassinatos? 

Veja abaixo o que o finado Peter D. Beter [2], muito entrosado com fontes de inteligência, tem a dizer sobre esse assunto.

O deputado Leo J. Ryan foi assassinado na Guiana cerca de uma semana atrás e seu funeral ocorreu  há dois dias atrás. O deputado Ryan foi deliberadamente sacrificado para lançar uma operação militar secreta na Guiana. Na Rússia, a facção original governante após 1917, os bolshevistas ateistas, foram depostos após uma batalha progressiva de seis décadas (concluída em 1977). O Kremlin está agora sob o controle absoluto de um grupo firme de russos nativos, uma seita cristã que considera os bolshevistas como o diabo encarnado. Como resultado, os bolshevistas estão sendo expulsos da Rússia e eles estão vindo principalmente para os Estados Unidos. Eles estão se juntando como muitos bolshevistas já em posições de poder por aqui em uma sofisticada nova revolução bolshevista! Neste processo, eles estão gradualmente esvaziando muito do poder que era anteriormente exercido pelos seus aliados secretos, a terceira geração dos irmãos Rockefeller.

Desde 1974, a Rússia passou a ter uma base de mísseis nucleares na Guiana, tornando a República da Guiana em outra Cuba, com mísseis atômicos apontados para o Canal do Panamá e para cidades dos Estados Unidos. A tragédia de Jonestown começou cerca de 13 anos atrás, em 1965. A Guiana era um país recentemente independente, uma antiga colônia britânica chamada Guiana Inglesa. Naquela época a aliança secreta Rockefeller-União Soviética estava em funcionamento pleno: o fortalecimento deliberado da Rússia às custas dos EUA era parte do plano conjunto de conquista e de um Governo Mundial. A crise dos mísseis de Cuba, em 1962, atrapalhou um pouco esse plano, quando o presidente John F. Kennedy fez uma intervenção pessoal e parou o armamento nuclear de Cuba, e por fazer isso, ele foi assassinado em Dallas cerca de um ano depois disso (1963). Com a crise cubana, a Rússia precisava de uma nova base avançada na área do Caribe com objetivos estratégicos até que a agitação em Cuba esvanecesse. Para acomodar a Rússia, a Guiana foi selecionada para esse propósito, e para isso David Rockefeller colocou um marxista chamado Forbes Burnham como primeiro-ministro da Guiana. Como contrapartida, o Banco Chase Manhattan tornou-se o agente fiscal da Guiana, dando a Rockefeller acesso ao ouro produzido na Guiana. Em seguida, o presidente Lyndon Johnson, em 1965, transferiu a base aérea americana Atkinson Field para a Guiana, agora rebatizada de Base Aérea Temehri, ao sul de Georgetown, a capital do país. Esta é a base aérea para a qual os helicópteros americanos levaram os corpos do massacre de Jonestown para serem aerotransportados para os EUA neste mês. A Base Aérea de Temehri é a maior em toda a América Latina, maior até do que o maior aeroporto da cidade de Nova York, o Aeroporto John F. Kennedy. 

[continua]

Referências:
[1] William Bramley, The Gods of Eden, Dahlin Family Press, 1990. ISBN: 0-380-71807-3.
[2] Peter David Beter, http://www.peterdavidbeter.com, Audioletter No. 40, November 30, 1978.

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Oscar Quiroga - 3441

Desejar é inevitável

Tu tens desejo de objetos e os objetos te desejam, essa é uma história de paixão que se reinventa a cada dia de tua existência. Tu podes te lançar sem pudor a essa aventura ou tentares renunciar a ela, reorientando teus desejos ao que pareceria ser uma vida simples. Porém, entre um extremo e outro a única diferença é a variedade, pois, o idílio entre teus desejos e os objetos continua incólume. Diante da inevitabilidade se ergueram diversas escolas de pensamento que induzem a renegar os desejos e lutar para os extinguir; os resultados disso, porém, são terríveis, já que não se pode tentar anular uma força cósmica sem que essa se volte contra essa tentativa. Desejar é inevitável, por que reprimir? O jeito é aprender a desejar o que realmente valha a pena desejar.

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Sunday, August 13, 2017

 

Oscar Quiroga - 3440

Usa teu discernimento

Usa teu discernimento, porque estarás diante de um cenário complexo, cheio de ingredientes discordantes e paradoxais, tanto quanto para que em alguns casos seja propício que tu persistas, mas que diante de outros seria melhor desistir. Não saberás antecipadamente quais serão uns e quais os outros, é por isso que te recomendo afiar teu discernimento, pois, mesmo que num primeiro momento não acertes no alvo, pelo menos reconhecerás a sutil diferença que torna uma virtude em vício e vice-versa. Uma coisa é certa, nos próximos dias transitarás por um cenário complexo e não te convirá tentar repetir as fórmulas que deram certo outrora, mas estudar caso a caso para reconhecer de que maneira manobrar e quais estratégias serão melhores até tudo voltar ao normal, se é que normalidade houver.

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Saturday, August 12, 2017

 

Os Ladrões do Dinheiro


Existe um livro muito interessante [1] que mostra como a Irmandade dos "deuses supervisores custodiantes" manipulam o planeta Terra, desde os primeiros tempos da civilização até hoje. Abaixo vão alguns dados da manipulação financeira que nos escraviza ao dinheiro.

Vejamos o sistema de dinheiro em papel inflacionável. Nos Estados Unidos (EUA) hoje (1989), mais de 75% do suprimento de dinheiro é criado por bancos comerciais. Quando você deposita um dólar em um banco comercial, esse dólar torna-se do banco para ele emprestar, e o banco cria um dólar adicional que torna-se o dólar na sua conta corrente do banco. Esse dólar na sua conta do banco, no entanto, não é um dólar garantido. Ele é simplesmente um débito que o banco tem com você. Esse débito, no entanto, rapidamente se transforma em dinheiro porque você pode gastá-lo rapidamente, e o banco ainda tem seu dólar original. Dessa forma, o banco tem criado dinheiro "a partir de nada". Os bancos ganham a maior parte de seus lucros por serem permitidos a criar dinheiro desta forma. O juro que os bancos cobram sobre empréstimos pagam algumas das despesas administrativas e, mais importante, compensa pela inflação que esses bancos inevitavelmente causam por criar dinheiro da maneira que eles fazem. Existem, obviamente, limites legais para quantos dólares um banco pode criar. Um banco comercial precisa manter uma base mínima de dinheiro vivo (notas do Banco Central) para cada dólar depositado, mas isso é apenas uma pequena porcentagem do total depositado. Enquanto as pessoas usam apenas seus talões de cheques e não exigem muito de dinheiro vivo, um banco estará sempre seguro. Um banco pode "quebrar", no entanto, se muitos de seus empréstimos não forem pagos ou se muitos depositantes pegarem dinheiro real e, dessa forma, limpar a pequena base de bens reais do banco.

O sistema monetário moderno tem tido o efeito de destruir muitos benefícios que a produção em massa e os avanços da ciência e tecnologia poderiam ter trazido para a raça humana. Atualmente, a necessidade para a grande labuta pela existência física deveria ter praticamente terminado; mas o sistema de dinheiro de papel inflacionável tem ajudado a preservar essa necessidade pela criação de  débito massivo, inflação crônica e instabilidade econômica generalizada. A vasta maioria das pessoas em todas as nações hoje precisa ainda continuar a gastar a maior parte de suas horas acordadas trabalhando para suprir suas necessidades financeiras. O objetivo da Irmandade Custodiante, expressa na estória de Adão e Eva da Bíblia de fazer as pessoas trabalharem arduamente (labutar) desde o nascimento até a morte, está ainda sendo cumprido.

Um outro efeito colateral do sistema de dinheiro moderno é a taxação. A maioria dos norte-americanos acreditam que o governo dos EUA cria seu próprio dinheiro. Se isso é verdade, então por que o governo precisa cobrar taxas (como imposto de renda, por exemplo) das pessoas? Por que o governo simplesmente não aloca para si mesmo o dinheiro que ele precisa para operar? Isso seria obviamente muito mais sensato do que erigir uma enorme burocracia para coletar taxas (impostos) que pode levar as pessoas ao desespero e diminuir grandemente a produtividade.

A resposta é que o governo dos EUA não cria dinheiro - o Federal Reserve e os bancos comerciais o fazem, e elas não são entidades públicas, mas privadas! Para obter parte do dinheiro que essas entidades bancárias fabricam, o governo precisa ou taxar ou emprestar. Ele faz ambas as coisas, e o cidadão paga. A taxação, principalmente em nações com esquemas de taxação de renda gradualista, torna mais difícil para as pessoas pouparem dinheiro e, portanto, contribui para a necessidade para a maioria das pessoas gastarem a maior parte de suas vidas trabalhando arduamente (labutando) para manter a existência física.

Se isso está acontecendo nos EUA, algo semelhante está também acontecendo aqui no Brasil, através do Banco Central do Brasil, da Casa da Moeda do Brasil e dos bancos comerciais aqui estabelecidos. Por exemplo, uma Reforma da Previdência está em discussão para nos tirar mais dinheiro do bolso e esperar que morramos antes de tirar algum centavo de nossa contribuição feita para esse fundo previdenciário durante toda nossa vida de trabalho.

Referência:
[1] William Bramley, The Gods of Eden, Dahlin Family Press, 1989. ISBN: 0-380-71807-3.

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Oscar Quiroga - 3439

Voltar atrás

Mais vale voltar atrás e rever teus conceitos do que continuar justificando o injustificável. Cuida para que a teimosia não te induza a perder a oportunidade de fazer as devidas retificações, pois, sem tomar essa atitude tu deixarias de ampliar tua percepção e, como resultado, teu mundo diminuiria, tanto quanto o alcance de tuas chances de progredir. Te acostumaste a criticar com muita soltura, julgando o desempenho alheio, mas te esqueceste de um detalhe importante, não está fácil para ninguém. Agora corres o risco de tuas palavras críticas se voltarem contra ti, te dando a chance de reveres tua posição. Ainda que numa primeira reação queiras te justificar, procura passar rapidamente por isso e retifica tua posição. Volta atrás, não há fraqueza alguma em fazer isso.

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Friday, August 11, 2017

 

Paixão não se apaga com a dor


Abaixo apresento trechos deste livro [1] do autor Américo Simões.

Cães não só têm o poder de perceber quem anda com a aura carregada como podem ver os espíritos dos desencarnados. E afastam-se de todo espírito obsessor.

A esperança não é tão forte quanto a fé. A esperança é a fé entrelaçada à dúvida. Mantenha a fé. Ande, respire, durma e acorde com fé.

Quem ama não mata. Quem mata quem ama só faz por egoísmo, frustração, ego ferido, orgulho ferido, ódio, raiva, todos os sentimentos, enfim, que são opostos ao amor. Quem mata não o faz, nem nunca o fará, por amor.

Amar também é perdoar. É mais do que isso, amar é saber ponderar. É ainda mais do que isso, amar é libertar quem se ama para ser feliz como almeja sua alma. É ainda bem mais do que isso, amar é aceitar que não é preciso ser amado reciprocamente para amar.

Amar é amar simplesmente, sem querer nada em troca. É amar aceitando as limitações do outro. De todos que amamos. É um exercício diário. Necessário para a evolução. O amor não faz mal. O apego sim. A falta de compreensão sim, mas o amor não.

Por mais que você se deixe dominar pelo mal, o bem sempre vence o mal um dia.

Nunca é tarde para se reparar o  mal que se fez aos outros. Nunca é tarde para esclarecer mal-entendidos, desfazer atritos e, o mais importante, perdoar. Amar é perdoar.

Muitos vão se matando aos poucos, diariamente, e o que é pior, no íntimo, sabem o que estão fazendo contra si e, mesmo assim, continuam a se comportar dessa maneira.

O gesto de pedir perdão é apenas o primeiro passo rumo à redenção de seus pecados. O perdão, para ser perdão de verdade, tem de ser vivido, na prática, por meio de atitudes que revelem que ele brota mesmo da alma. Em outras palavras, o perdão se revela por meio de atitudes que diferem das que você tomou anteriormente.

De nada vale ficar se condenando, sentindo-se ofendido e maldizendo a sua pessoa indefinidamente pelo que fez de errado ao longo da vida, o que vale mesmo é tomar atitudes, nutrir-se com o que pode purificar o seu interior, sua essência, sua alma. Em outras palavras, de nada vale ficar reclamando que a água do recipiente está suja, a reclamação não muda nada, a atitude positiva, sim.

Quantos e quantos não têm paixão por seu trabalho, pelo dinheiro, por posses materiais, por status, por pessoas, por um ou mais ideais e quando há um abalo, um rompimento nessa espécie de paixão, a pessoa se revolta a ponto de se ferir, afetar sua saúde - o que é o mesmo que apagar a paixão com a dor. A paixão não se apaga com a dor.

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, Paixão não se apaga com a dor, Barbara Editora, São Paulo, 2010.

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Oscar Quiroga - 3438

As ofensas

É bom que a feiura e a mediocridade te ofendam, porque é nesse sentimento de ofensa que se confirma o reconhecimento de tua alma saber que essas condições são distantes do que sabe merecer. Porém, se tu te dedicas a criticar e insultar a feiura e mediocridade que te ofendem, inadvertidamente te converterás numa presença feia e medíocre também. Por isso, não te detenhas a contrariar o que te ofende, apenas registra o acontecimento e usa-o de trampolim para empreender ações que criem beleza e elevem a qualidade de todos os relacionamentos que desenvolves. Quando a ignomínia pesar sobre tuas costas, te aproxima da arte que os grandes mestres manifestaram, com isso tua alma saberá que aquilo que sonha não é uma utopia, mas uma realidade que pode ser conquistada com o devido esforço.

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Thursday, August 10, 2017

 

Oscar Quiroga - 3437

Mantém a lucidez

Estar no domínio nem sempre é a melhor atitude diante das circunstâncias, tu não podes aplicar a mesma regra a todos os momentos, pois, há uma ampla diversidade de perspectivas diferentes. Por isso, te convém apenas manter a lucidez e desenvolver flexibilidade para que, em dias como hoje, não colhas maus resultados por tomar boas atitudes. Que tu pretendas ter domínio sobre os assuntos que te dizem respeito, essa é uma boa atitude, mas que deixes, por ela, de perceber que o cenário é diferente e que, por isso, precisarias mudar de atitude, é nesse instante que convertes uma virtude num vício. Não te repitas, mas honra tua criatividade, te adaptando quando isso for necessário e te impondo quando isso seja propício. Mantém a lucidez para que tuas percepções sejam verdadeiras e pertinentes.

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Wednesday, August 09, 2017

 

Oscar Quiroga - 3436

Agente do destino

Se tu escolheste te definir pela narrativa construída sobre tuas memórias, então te destinaste a repetir tudo e não ter domínio sobre essa repetição, porque sua inércia te sobreleva. Se tu escolheste te definir pelo futuro para o qual pressentes ter nascido, então te cabe usar a força de vontade para te erguer e ir ao encontro das experiências que parecem conversar contigo e que não fazem parte do roteiro escrito pelas memórias. O passado com suas memórias se atualiza por inércia e se repete. O futuro, com seus pressentimentos, só pode se atualizar quando, com o uso de tua força de vontade, você fizer acontecer o que ainda não existe. Testa o alcance de tua força de vontade, não temas errar, tu tens direito a ocupar um lugar no Universo, mas precisas ser agente de teu próprio destino.

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Tuesday, August 08, 2017

 

Oscar Quiroga - 3435

Limitações e ignorância

Cuida para não enfiar os pés pelas mãos durante o período de Lua Vazia de hoje, aproveita esse momento para descansar e te despreocupar. Continua, enquanto isso, tentando ir além das limitações e ignorância determinadas pelo egoísmo que só se importa com a sobrevivência. O egoísmo te limita porque tens diante de ti a perspectiva de desenvolver relacionamentos de qualidade com pessoas interessantes, mas não te permite enxergá-las. O egoísmo te torna ignorante porque não enxergas que o Universo em que existes e do qual emana tua experiência de ser é um sofisticado organismo infinito e infinitesimal que se preserva e prospera através de conexões interdependentes. Como poderias prosperar te isolando em teu egoísmo?

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Monday, August 07, 2017

 

A vida sempre continua


Abaixo trechos deste livro [1] do autor Américo Simões.

Os cuidados para com o corpo físico são tão importantes quanto para com o nosso lado espiritual. Pois dependemos desse físico enquanto na Terra estivermos para cumprir nossa missão de vida, estender a mão ao próximo, ser os braços e pernas de Deus.

O que fazemos contra nós mesmos, no fundo, estamos fazendo contra os nossos entes queridos e contra as pessoas que nos amam de verdade. Não se importar com quem nos ama é uma forma de egoísmo.

Não importa se você trabalha ou não, você precisa se dar férias anualmente. Pelo menos uma vez por ano deve viajar para algum lugar, pois uma viagem renova nossas energias.

A palavra oração é a junção de palavra orar com a palavra ação. Ou seja, nenhuma oração pode surtir efeito na nossa vida se nós não nos pusermos em ação. Quando uma oração não surte efeito, é porque oramos sem agir. Para que a oração tenha êxito, precisamos entrelaçá-la com ações, atitudes cabíveis no dia-a-dia.

Para manter seu físico sempre sadio é necessária uma alimentação sadia, pôr o físico para se exercitar e a mente para relaxar por meio de uma meditação.

A partir do momento que o espírito se adapta ao físico, passa a dominá-lo, o corpo e a alma tornam-se uma coisa só, ao menos enquanto na Terra estiver. Quando o físico se esgota, ele perde o poder de condensar o espírito dentro dele, dá-se, então, o que chamamos de morte. O espírito, então, voltou a ser o que é em essência, um ser, alma, isento desse corpo físico, composto de matéria terrestre, que obteve para encarnar na Terra. A morte é o desmembramento um do outro. A gente enterra somente o corpo morto de uma pessoa. A essência, a consciência daquela pessoa está no espírito e ela não está mais ali, naquele corpo, ela segue agora para o local de onde veio, chamado de plano espiritual ou espaço além da matéria.

O oposto da vida não é a morte. A morte é o oposto do nascimento. Não existe palavra para descrever o oposto da vida, porque vida não tem oposto. Só existe vida o tempo todo no cosmo e eternamente.

O momento de morrer é indolor, por mais que alguém esteja com dor. Por isso os franceses comparam o momento da morte com o orgasmo. O lado de lá é apenas uma extensão do você de agora... Somos eternos, espíritos errantes dentro deste cosmos infinito.

Voltaire disse que o trabalho nos livra de três males: a miséria, o tédio e o vício. E é verdade! Trabalho é intrínseco à vida. Não dá para viver sem trabalhar.

Devemos ajudar financeiramente alguém de modo sadio. Ajudar ser torná-lo um acomodado. Evolução só se consegue quando se assume responsabilidades.

Há pessoas que chegam do lado de lá fragilizados por causa de uma doença carnal que afetou o espírito.

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, A vida sempre continua, Barbara Editora, São Paulo, 2012.

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Oscar Quiroga - 3434

Instintivo e intuitivo

É natural que concentres tua atenção na tua própria presença, mas não é aceitável que ao fazer isso te esqueças da importância de ampliar as conexões sociais de necessária interdependência, nem tampouco que por lutar pela tua sobrevivência abandones o que poderias fazer por outrem, equilibrando o tanto que recebes de outras pessoas com um pouco do que poderias fazer por elas. Teu passado instintivo não pode te ajudar a evoluir e te converter numa pessoa maior e melhor, esse passado te joga dentro de uma selvageria na qual nenhum ser humano é ganhador, todos são perdedores, por ignorar o futuro possível e desejável. O futuro é intuitivo e tudo que fizeres para o conquistar será também tudo que de melhor te acontecerá, tanto quanto os benefícios que de ti se irradiarão ao mundo.

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Sunday, August 06, 2017

 

Se não amássemos tanto assim



Abaixo vão alguns trechos deste livro [1] de Américo Simões.

Não adianta tirar a própria vida por causa de uma paixão não correspondida. O que o afligia continuará o afligindo do mesmo modo, porque a morte apenas liberta o espírito do corpo físico, suas emoções, sentimentos, pensamentos, a consciência, enfim tudo está preso ao espírito, que é eterno, e o peso na consciência é que o indivíduo realmente quer se livrar. Portanto, procurar ajuda para se desvencilhar de seus tormentos e limitações, para tornar-se melhor já aqui e agora, por meio de ajuda psicológica e espiritual, é a única e melhor solução para todos nós.

Por isso é que muitos espíritos que atentam contra a própria vida, chegam a enlouquecer e se revoltar no plano espiritual, porque seu ato insano não os libertou daquilo que tanto queriam se libertar e que está na sua consciência, que jamais se desmembra do espírito. Do físico, sim, do espírito, jamais.

Um equívoco que muitos espíritas, declarados ou não, cometem, é pensar que se fulano está passando por algo desagradável em sua vida é porque ele merece passar por ter feito algo de ruim em vidas passadas e por isso não lhe estende a mão. Ainda que este indivíduo tenha feito algo de ruim (provavelmente por ignorância), estender a mão ao próximo até onde podemos alcançar, é cumprir o maior mandamento: não há evolução sem solidariedade (cooperação).

Muita gente pede ajuda, mas não deixa ser ajudado. É preciso se permitir receber ajuda. Quem não aceita que os sentimentos do outro não sejam recíprocos, fica birrento, chato e desagradável, não só para os que o cercam, mas especialmente para consigo próprio. Lembre-se: os outros não ficam com você 24 horas por dia, você sim.

Não é só na área afetiva que a paixão nos afeta e nos faz cometer loucuras contra nós mesmos e o próximo. Nas demais áreas da vida corremos os mesmos riscos. Área profissional ou econômica, por exemplo: paixão por dinheiro, paixão por status social, paixão por ter um "físico sarado" (aparência física), etc.

A paixão, seja pelo que for, enquanto nos é saudável é ótima, maravilhosa, mas paixão, quando começa a nos tirar fora do eixo, torna-se doentia. "Tudo aquilo de que nos tornamos dependentes na vida não nos faz bem. É altamente perigoso". É verdade. É tal e qual um vício. Toda dependência não nos é saudável. Saber conviver com tudo no limite certo é uma bênção. Um sinal de evolução.

Referência:
[1] Américo Simões Garrido Filho, Se não amássemos tanto assim, Barbara Editora, São Paulo, 2014.




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Os Pneus do Futuro já Chegaram !


Adeus às sacanagens de esvaziar pneus!
Adeus ao pneu furado por pregos!
Adeus ao equipamento de ar comprimido, nos postos de combustíveis, para "calibrar os pneus".
Adeus à profissão de borracheiro!
Os pneus do futuro são equivalentes (com várias vantagens) a um pneu de borracha maciça. Veja abaixo alguns deles já em uso.

Mais uma profissão a ser extinta: Borracheiro


 Eles aí estão - SEM AR !


            
Descrição: Pneus#1
Descrição: Pneus#2 
Novos Pneus surpreendentes .......................
Pneus Michelin ... Absolutamente assustador ...

Eles são feitos na Carolina do Sul , EUA .

Concepção Radical do novo pneu da Michelin .

A próxima geração de pneus.

Descrição: Pneus#3
          
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Descrição: Pneus#4
Descrição: Pneus#5
Descrição: Pneus#6
Descrição: Pneus#7

Estes pneus são sem ar e estão programados para estar no mercado muito em breve.

A má notícia para a aplicação da lei é que as tiras de perfuradores de pneus que a polícia usa
para bloqueio de transito não funcionará neles.

Basta pensar no impacto na tecnologia existente:

A. Não há mais válvulas de ar ...

B. Não há mais compressores de ar em postos de gasolina ...

C. Não há mais kits de reparação ...

D. Não há mais pneus vazios...

E. Não há mais “calibragem” de pneus ...

Estas são imagens reais tiradas na Michelin na Carolina do Sul.


Em futuro próximo, os postos de combustíveis (centros de poluição) irão desaparecer porque os veículos serão movidos por energia livre (energia do ponto zero - EPZ - ou zero point energy - ZPE, em inglês), com poluição zero, via motores/geradores que extraem essa energia em qualquer ponto do universo [como o motor Perendev, por exemplo]. Quando a energia elétrica ZPE tiver sua geração distribuída por todos os lares (ao invés de geração concentrada nas usinas hidrelétricas, atômicas, termoelétricas, etc) haverá uma revolução muito maior que aquela que aconteceu quando passamos a ter computação distribuída (computadores pessoais) ao invés de apenas computação concentrada (em poucos mainframes).

No futuro também poderemos prescindir de alimentação bucal para sustentar nosso corpo físico, usando apenas a energia ZPE, não mais poluindo o mundo através dos nossos banheiros (via urina e fezes) [1][2]. Já reparou que quando você se levanta pela manhã você está se sentindo bem melhor do que na hora que foi para cama à noite? Durante a noite você se alimentou apenas com ar (via respiração da ZPE) e está passando muito bem. De dia você passa a se alimentar pela boca (sólidos e líquidos) e chega no final do dia bem cansado. Será que esse hábito de inserir substâncias pela boca não está nos desgastando? 

Referências:
[1]  http://www.eusouluz.iet.pro.br/vivendodeluz.htm
[2]  http://www.vivendodaluz.com/

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Oscar Quiroga - 3433

Discernimento

A telepatia é uma realidade que não se manifesta necessariamente na capacidade de ler os pensamentos alheios, pois, isso há de ser desenvolvido e é uma graça concedida a quem tem discernimento e souber brandi-la com ética. A realidade telepática em que a massa humana existe é a de que o somatório dos pensamentos humanos é percebido por todos, sem exceção. Como ainda estamos convencidos de que cada um é cada um e de que não há, de jeito algum, nada parecido com uma síntese da humanidade que seja maior do que cada indivíduo por separado, não são raros os casos de enlouquecimento de pessoas mais sensíveis que percebem com clareza esse somatório, mas que se dedicam a analisá-lo como se fosse próprio, uma experiência individual. Usa o discernimento, ele te salva do enlouquecimento.

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Saturday, August 05, 2017

 

Oscar Quiroga - 3432

Sinceridade

Julga com sinceridade o quanto atormentas a vida das pessoas com que te relacionas pela razão de não viveres o que desejas. Não precisas confessar isso a ninguém, mas não escondas essa realidade de ti. Não adianta tampouco apontar o dedo afirmando que as pessoas fazem o mesmo contigo; neste caso, a mutualidade não equilibra o jogo, apenas aumenta o caos existencial e a angústia com que deves conviver. Mesmo que não seja possível deter esse movimento de imediato, a sinceridade para com tua própria alma será o passo firme e inicial para construir outra perspectiva. Ocupa teu tempo com essa nova perspectiva, aposta na construção de uma existência menos medíocre, é para isso que nasceste humano, afinal. Por que o Universo inventaria um reino da natureza para ser medíocre?

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Friday, August 04, 2017

 

Oscar Quiroga - 3431

O mistério do amor

O mistério do amor é manifesto aqui, neste nosso planeta belo e assustado, pois, o melhor e o pior convivem lado a lado. Qualquer tentativa de excluir um e preferir o outro é uma ofensa ao mistério do amor. Não precisas buscar longe o que está em ti, convivem em tua alma o melhor e o pior também e, te convenceste de que terias de excluir o pior para exaltar o melhor, ou ainda o contrário, que deveria banir o melhor para ser apenas o pior. De uma ou de outra forma, tua luta seria inglória, pois, continuaria havendo em ti a convivência do melhor e do pior. Relativizar o conceito de melhor e pior não te ajudará, continuarás te sentindo uma alma grande e pequena ao mesmo tempo. Só te resta o que estás aqui para fazer, usar o mistério do amor para conciliar os aparentes opostos.

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Thursday, August 03, 2017

 

Oscar Quiroga - 3430

Murmúrios

O somatório de murmúrios inúteis e contraproducentes que nossa humanidade produz a todo instante é um zumbido estrondoso que assola o planeta. Pratica o silêncio, evita fazer comentários impulsivos ou emprestar teus ouvidos para escutar as pessoas falando das outras como se elas tivessem autoridade sobre seus semelhantes. Os murmúrios se alimentam dessa fonte inconfessável, imaginar que se tem autoridade para falar da vida alheia com perícia, dando palpite sobre como as coisas devem ser. O ato pode até começar com a boa vontade de ajudar ou melhorar, porém, se tu queres mesmo ajudar ou melhorar a vida alheia, começa por silenciar e, também, por partir do princípio de que não está fácil para ninguém. Se tu não és um profissional pago para isso, fecha teus ouvidos ao murmúrio e não dá palpite sobre ninguém.

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Wednesday, August 02, 2017

 

Oscar Quiroga - 3429

Experiência complexa

Desejas, porque na tua mente se formulam imaginações que te outorgam o conhecimento de realidades que anseias obter para ti. Que mal haveria nisso? Nenhum, apenas vives o que é inerente ao teu funcionamento como ser humano. Ao conhecimento e ao desejo terás, então, de agregar as ações pertinentes para fechar o ciclo, pois, se muito pensas e desejas, mas pouco fazes, com certeza agregarás o peso da frustração ao teu coração. Por isso, se a tua imaginação for fértil, és responsável por equilibrar o jogo com ações na tentativa de aproximar as imagens da realidade prática. O seguinte passo é o de considerares o tempo e lugar certos para que tudo seja propício, pois, ações precipitadas te afastariam do objetivo. A vida é complexa porque ser humano é uma experiência complexa.

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Tuesday, August 01, 2017

 

Oscar Quiroga - 3428

Ciência da despreocupação

Desperta vagarosamente e com tranquilidade, se alguma vertigem angustiante pretende se apossar de teu coração, identifica-a, põe um rótulo nela e coloca-a de lado. Respira despreocupadamente de forma independente de quaisquer circunstâncias que limitem o que desejas realizar ou manifestar; os eventos são temporários, tu persistes apesar das oscilações favoráveis ou desfavoráveis. A partir do horário em que a Lua ingressar em Sagitário encontrarás um ambiente mais interessante para te movimentar pela vida afora, agora com a alma mais leve, sem ter construído uma inércia angustiante que te acompanharia pelo dia todo. Aprende a praticar a ciência da despreocupação durante os períodos de Lua Vazia.

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Monday, July 31, 2017

 

O Portal da Morte


O evento que chamamos morte do corpo físico constitui um portal para uma outra dimensão, uma outra realidade. Abaixo apresento algumas passagens de um livro [1] de Geoffrey Hodson que trata desse assunto.

A aproximação da morte

Estão aqueles que morrem conscientes da aproximação da morte? A resposta é: "Geralmente, não". A falta de suprimento de sangue e, portanto, de oxigênio no cérebro, acarreta a inconsciência, um processo semelhante ao sono. Mesmo que tenha havido sofrimento na proximidade da morte, este sofrimento cessa antes do fim.

O que vemos quando o processo da morte é diretamente observado? À medida que a hora da dissolução se aproxima, vemos as forças vitais sendo retiradas das extremidades e centradas no coração e aí visíveis como uma brilhante luz dourada. Depois disso, a sensação nos membros inferiores é grandemente diminuída. Então, quando a morte fica mais próxima, as forças vitais retiram-se para o meio da cabeça, que é a rede da consciência egoica durante a vida física. 

A pessoa que está morrendo pode estar ou não ainda consciente fisicamente. Se inconsciente, no coma que precede a morte, ela será visível à visão clarividente em seu veículo superfísico. Este veículo é construído de matéria muito mais sutil que o éter e, em linhas gerais, lembra quase exatamente o corpo físico; é, de fato, sua contraparte. Ele difere em aparência do físico, pois a substância com a qual é construído tem luz própria, de modo que brilha como se a luz viesse de seu interior, e é cercado por uma atmosfera visível (aura) como luz em constante mudança de cores. Existe uma ciência de correlação dos estados de consciência com as cores da aura.

O cordão prateado

A aura será visível em torno da pessoa agonizante que, fisicamente inconsciente, está então fora de seu corpo físico e flutuando acima dele, mas a ele ligado por uma corrente de forças que brilham com uma delicada luz prateada. Esta corrente flui entre as cabeças do corpo físico e do superfísico, assim ligando-as. Enquanto continuar fluindo há sempre a possibilidade do despertar físico. Uma vez rompida, o que se dá no momento da morte, não há mais possibilidade de retorno. Quando chega o  exato momento da morte, o cordão prateado rompe-se, e o homem ergue-se como se liberado de uma tração gravitacional.

A vida passada é revista

Em quase todos os casos o homem está inconsciente da morte como está do sono. Ele passa, por assim dizer, com um suspiro, deste mundo para o próximo. Geralmente ele está empenhado num processo de revisão, no qual passam ante seus olhos mentais os acontecimentos da vida que acabou, em perspectiva clara, causas e efeitos, sucessos e seus resultados, omissões e suas consequências, sendo vistos e correlatados. Este processo de revisão é muito importante, pois daí destila-se uma certa sabedoria - o fruto da vida encerrada. É por esta razão que deveríamos mental, emocional e fisicamente ficar quietos  na câmara da morte, de modo que, por excesso de pesar, não venhamos a perturbar o ser amado neste importante processo. Ele está agora vivendo em seu corpo mais sutil, o corpo da emoção, e está, portanto, altamente sensível às forças do pensamento e da emoção. Calmamente e com autocontrole, nossos pensamentos devem ser dirigidos para ele, com amor, com bênçãos e votos de progresso interior nos mundos mais sutis.

O despertar após a morte

Finda a revisão, segue-se geralmente um período de completa inconsciência que pode durar de trinta e seis a quarenta e oito horas, variando com o indivíduo. O despertar ocorre e o falecido, frequentemente ainda inconsciente do que aconteceu, olha ao seu redor. Em quase todos os casos algum amigo ou parente espera-o; ou, se não há ninguém para dar-lhe as boas-vindas, então algum membro do grande grupo dos auxiliares cujo trabalho é receber os recém-chegados, vai ter com ele. Tais auxiliares são membros de um grupo altamente treinado para esta função de dar assistência aos novos que chegam. Com as boas-vindas, explicam a mudança, ajudam para que se estabeleçam tão confortavelmente quanto possível. 

Lá não é uma terra estranha

O mundo para o qual nossos amigos foram, e para o qual iremos, não é uma terra estranha, porque vamos lá todas as noites enquanto nosso corpo físico dorme. O sono foi, com muita propriedade, chamado o irmão gêmeo da morte. Enquanto o corpo físico dorme, ficamos despertos no corpo que usaremos após a morte. Nossos sonhos são, em parte, memórias confusas de nossa vida nesse outro mundo, que trazemos de volta ao acordar. A diferença entre o sono e a morte está no fato de que, no sono, o "cordão prateado", que nos liga ao corpo físico, não é partido. Na morte, o cordão é partido, e como não temos mais laço com o corpo físico, não voltamos mais para ele. O mundo superfísico e o estado de consciência em que se ingressa na morte consistem em duas divisões ou planos da natureza: o emocional ou astral, e o mental. 

Influência do temperamento e do caráter

As condições nas quais uma pessoa se encontra depois da morte dependem grandemente de seu temperamento (e crenças) e da natureza da vida que levou no plano físico. Cada um de nós vê o mundo ao seu redor através das janelas de seu temperamento. O indivíduo amigável e alegre, desperta após a morte num mundo alegre, amigável; enquanto o centrado em si mesmo, pode acordar num mundo um tanto isolado, enfadonho e triste - não que esse mundo seja isolado, mas porque o indivíduo egocêntrico não consegue inspirar nem dar amizade. Felizmente, a dor, o enfado e o isolamento que tais pessoas criaram para si próprias, força-as a mudarem de atitude em relação à vida.

O cientista depois da morte

Os recém-chegados revelam uma tendência a procurar, depois da morte, as formas sublimadas que mais os atraíram na Terra. Assim, o investigador científico, cujo ideal na Terra era a procura da verdade, verifica que pode seguir a verdade lá como o fez aqui. Ele verifica também que suas investigações são muito mais frutíferas porque, deixando o mundo de matéria mais densa, está mais consciente na substância mais sutil, e mais próximo do mundo das causas. É na consciência mais elevada e no mundo das causas que residem a verdade e a compreensão. As forças circulantes, das quais o mundo físico é um produto ilusório, são visíveis como tal no mundo que se segue. Os grandes engenheiros do Logos, os Seres que fazem circular essas forças, operando e administrando os processos e as leis da Natureza - as Hostes Angélicas - podem ser vistas em operação, e o investigador científico encontra-se assim numa região em que seu trabalho é muito mais frutífero do que foi na Terra.

Os negócios deixados para trás

Todos que ingressam na morte verificam que o pensamento é uma força poderosa, potente para afetar a vide de outros, bem como um auxílio para si próprio, se ele a usar devidamente. A vida depois da morte pode, certamente, ser o começo de uma liberdade mais admirável, porque as fatigantes necessidades de negócios que, sem dúvida para nosso próprio bem, mantêm-nos atarefados aqui e tendem a acorrentar nossos pensamentos e emoções às coisas materiais, não mais existem. O ramo da alimentação, por exemplo, embora uma das principais causas dos negócios e do esforço pessoal no plano físico, deixa de ter qualquer importância na vida após a morte, porque toda a nutrição de nossos corpos sutis é automaticamente tirada da atmosfera. Lá, como aqui, o ar é carregado com a força vital de Deus, emanada através do Sol, e contém todo o necessário ao sustento nesse mundo. Todo o processo de sua absorção e assimilação é tão inconsciente como o respirar no plano físico. Consequentemente, o alimento não é uma fonte de atividade comercial. A roupa é feita pelo pensamento. Posto que a matéria do próximo mundo responde instantaneamente ao pensamento, pensar-se vestido é ficar vestido. O transporte não depende do trabalho dos outros. Nos mundos superfísicos nos movemos impulsionados pelo pensamento. Pensar alguém num lugar é deslocar-se para esse lugar. A habitação, a quarta das grandes fontes de negócios e de esforço humano no plano físico é também criada, no mundo vizinho, pelo pensamento. Lá, como aqui, as pessoas se reúnem em casas e cidades que são formas-pensamento. A privacidade é tão necessária na vida após a morte quanto na Terra, mas não um abrigo exigido pelo clima, pois as nossas condições climáticas adversas não se reproduzem lá. 

A vida nos mundos intermediários é transitória

Não há permanência em qualquer dessas condições e estados de consciência. Toda pessoa que morre de morte natural passa pelos mundos da emoção e da mente com velocidades variáveis, até que o centro de vida e de percepção, que estivera encarnado no corpo físico, seja retirado para sua fonte, que é o Ego no Corpo Causal. Há exceções, mas esta é a regra geral, e o tempo gasto no mundo astral após a morte depende muito do grau de espiritualidade ou materialismo no caráter e nos interesses do falecido. O ideal, naturalmente, é passar tão rapidamente quanto possível pelos mundos da emoção e do pensamento analítico para ingressar na beatitude da vida celestial e, mais tarde, na completa reabsorção no Eu Superior.

O amor é imortal

Será que o passamento significa a separação final, ou será que, de algum modo e em algum lugar, nós e aqueles a quem amamos nos encontraremos outra vez? A Teosofia afirma que, seguramente, aqueles que se amam irão se encontrar. Nada - nem a morte, nem o renascimento - pode quebrar os laços do verdadeiro amor. O amor é imortal e é, além de tudo, a mais poderosa força do universo. O encontro é, portanto, assegurado de maneira absoluta a todos aqueles que verdadeiramente amam. Se morrermos, poucos meses após a morte, iremos diretamente à presença do ser amado que nos precedeu.

O suicídio

Certos desvios do normal ocorrem em casos de suicídio e morte súbita e prematura. Quando cometidos por motivos abnegados, depois de passado o choque, que geralmente acompanha a morte súbita, a pessoa se acomoda às novas condições descritas anteriormente. Nesses casos, geralmente não há coma, e não há tempo para a pessoa se reajustar gradualmente às novas condições de vida. Aqueles que tomam suas vidas por motivo de fuga, a fim de escapar de condições inaceitáveis, podem mergulhar em inconsciência imediatamente ao deixar o corpo físico, e assim permanecer até o tempo da morte natural. Eles então despertam e se tornam sujeitos às leis e condições apropriadas. É este fato de despertar só quando o termo natural da vida física teria chegado ao fim que sugere haver um tempo fixado para a morte natural de cada um de nós, dependendo parcialmente de nossa conduta.  A experiência daqueles que cometem o terceiro tipo de suicídio é menos invejável ainda. Grosseiros e sensuais, eles deram fim a sua existência física na plenitude da vida, levados pela paixão do medo. Seus desejos fortes os conservam amarrados à Terra. Eles podem ver a réplica em matéria sutil do plano físico e vivem num meio mundo - entre este e o seguinte. Levados por desejos e paixões que não podem satisfazer, procuram, para seu alívio, entrar em lugares de permissividade sensual no plano físico e tentam unir sua consciência com o dos ébrios e sensuais que por aí vivem. Em tais circunstâncias, pessoas do plano físico sentem intensificação de seus desejos, de modo que o relacionamento, mesmo que ignorem tal coisa, pode lhes ser tão prejudicial quanto para as almas amarradas à Terra que procuram satisfação através deles. O suicídio é sempre um erro. Temporariamente o suicídio resolve certos problemas, é verdade, mas também cria outros novos.

O purgatório

A pessoa que morre presa de um vício autocriado sofre muito após a morte física. Ela está então vivendo em seu corpo emocional e, consequentemente, sentindo seus desejos com uma intensidade que lhe era ainda desconhecida quando a matéria do corpo físico os reduzia ou os abafava. Se existe o Inferno em algum lugar, então é nessa condição de ânsia forte e insatisfeita. O inferno não é um lugar; é um estado de consciência, bem como o é o Céu. Alguém pode estar em qualquer um deles, conforme a condição de sua consciência, onde quer que seu corpo esteja. Este sofrimento não é imposto como uma punição após um julgamento por uma autoridade externa; é algo autogerado, como é todo sofrimento e toda alegria. Ambos "colheitas" automáticas de "semeaduras" anteriores. O sofrimento causado por desejo insatisfeito não é algo permanente. O sofrimento post-mortem, resultante de vício não sobrepujado, dura somente o tempo da energia despendida em sua permissividade continuada. Quando isso se extingue, o homem fica livre e entra na vida normal post-mortem. As condições imediatamente além-túmulo podem ser tomadas como purgatoriais. Não se pode admitir acidentes no sentido usual da palavra. Todas as experiências do homem através do ciclo de vida, que consiste na descida ao nascimento, vida física, morte e ascensão ou retorno são autogeradas segundo a lei de causa e efeito. Não é aceita como possível a mais leve injustiça a qualquer ser humano. O homem é seu próprio legislador, o decretador de seu destino físico. A morte súbita pode causar um choque temporário. Uma catástrofe pode causar pânico. O conhecimento dos erros cometidos na Terra e a voz da consciência podem torturar a mente. Pode haver um vício não neutralizado, obrigações não cumpridas, conflitos psicológicos e complexos não resolvidos, desejos profundos nunca satisfeitos, e estes podem causar e causam sofrimento temporário após a morte. Felizmente há auxílio disponível: auxiliares que recebem, confortam e guiam aqueles que necessitam, e eles encontram na vida depois da morte uma continuação e uma extensão dos serviços que prestavam, ou queriam prestar na Terra.

O soldado depois da morte

Às vezes soldados que são mortos assumem a tarefa de ajudar os recém-chegados e, não raro no princípio, dão atendimento a seus próprios camaradas que vêm logo em seguida. No momento da morte normal, o falecido geralmente se empenha numa revisão de sua vida que se extingue. Na morte súbita, entretanto, não há, em muitos casos, nem revisão, nem pausa para descanso. Um instante apenas separa a consciência neste mundo da consciência no próximo. Conhecimento, faculdade, experiência, poderes adicionais e a oportunidade de satisfazer os desejos e as aspirações da vida precedente, que normalmente seria retardado até o próximo renascimento - estas são algumas das vantagens imediatamente adquiridas pelo soldado morto quando ele aceita o privilégio especial do renascimento imediato. A memória instintiva que surge no raro caso da reencarnação chamada de imediata pode ser bastante clara e detalhada, devido ao fenômeno raro de terem sido conservados os corpos astral e mental da última encarnação (pela renúncia ao período celestial ou Devachan), e não terem sido substituídos por outros novos vomo é o caso normal. Normalmente, o período entre vidas variam de 4 a 2.300 anos (geralmente de 4 a 40 anos no plano astral ou "purgatorial", seguido de zero a 2.300 anos no plano mental ou "celestial"), dependendo principalmente da duração da vida e do estágio evolutivo daquela alma. 

Preparação para a morte

Pode alguém fazer planos para sua vida depois da morte do corpo? Certamente que sim, pois a lei de causa e efeito age da vida no físico para a do superfísico. Cada um de nós, portanto, está contínua e diariamente preparando sua vida depois da morte com seus pensamentos, motivos, sentimentos, palavras e ações. Cada um de nós é um filho imortal de Deus. A morte existe apenas para os olhos que a observam e toca apenas o corpo físico, libertando-nos, em grande parte, do poder de cegar que tem a matéria. 

As vestes da alma

A essência do Eu de alguém é independente da existência física, é distinta do seu invólucro físico temporário. Os sete corpos do ser humano são:
- corpo físico
- duplo etérico
- corpo astral ou emocional
- corpo mental inferior, veículo do pensamento concreto
- corpo mental superior, veículo do pensamento abstrato
- veículo da intuição
- veículo da vontade espiritual

Quando o corpo físico é abandonado, o centro de consciência retira-se rápida ou lentamente, de acordo com a condição do morto, através do mundo intermediário ou astral, para gradualmente se estabelecer no corpo mental, o instrumento do pensamento concreto. Este processo finalmente se encerra e o corpo mental é, por sua vez, descartado e a consciência focalizada integralmente no corpo de luz, o corpo causal, o veículo do intelecto. A personalidade autoconsciente do morto como era na Terra, com seus sentimentos superiores, aspirações, afetos e mesmo predileções, ou antes a essência mais elevada de tudo isso, entra no Devachan. Os sentimentos mais sensuais, os desejos e as tendências da personalidade morta não podem experimentar o Devachan. Eles são deixados para trás flutuando na atmosfera da Terra com o seu veículo, o corpo astral e, à medida que este se desintegra, seus elementos vão voltando às fontes de onde foram tirados para formar o corpo. 

Idéias teosóficas

A Verdade deve ser procurada pelo estudo, pela reflexão, pela pureza de vida, pela devoção aos ideais elevados. A crença deve resultar do estudo ou da intuição individual, e deve repousar em conhecimento, não em afirmativa. Procurar remover a ignorância e não puni-la. A morte é um incidente que se repete numa vida sem fim. Reconhecer o Espírito como a si próprio e a mente e o corpo como seus servos.

Referência:
 [1] Geoffrey Hodson, Através do Portal da Morte, Editora Teosófica, 2013. ISBN: 978-85-7922-095-1. www.editorateosofica.com.br.

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Oscar Quiroga - 3427

Calendários desconectados

Insistir não seria propício num dia como hoje, desistir é mais adequado. Então, tu terás de rever temporariamente teus conceitos sobre o modo de proceder na vida, pois, ainda que a desistência te pareça contrária a tudo que aprendeste, diante do ambiente cósmico em que te movimentas e experimentas ser, qualquer tipo de insistência te complicaria em vez de te favorecer. Não haveria nada de virtuoso nisso. Diante das provocações, desiste. Diante dos obstáculos, desiste. Diante de teus impulsos de fazer tudo dar certo, desiste. Estes te parecerão conselhos estranhos, mas a repetição das mesmas fórmulas todos os dias é, na prática, muito mais estranha ainda, já que o ambiente cósmico não se mede com a cronologia humana. Nossos calendários estão desconectados do ambiente cósmico em que acontecem.

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Sunday, July 30, 2017

 

Oscar Quiroga - 3426

Luta a favor

Destrói sem piedade tudo que há em ti que tenta te destruir, ataca frontalmente teus medos, teus pudores, tudo que te apequena. Encontra a raiz de teus problemas e arranca as ervas daninhas que consomem os recursos e impedem o florescimento de tuas virtudes. Devora os demônios que sugam teu sangue, amedronta teus medos, que do teu ventre emerja o grito primal. Faz tudo o necessário para voltar à lucidez e, inclusive, por ela perceber que não é necessário estacionares a existência inteira na luta contra o que te apequena, pois, de tanto lutares contra tu corres o risco de te transformar em teus adversários. Teu objetivo principal nessa luta há de ser pragmático e sintético para ganhares tempo e o utilizares para te aproximar do que teus sonhos propõem. Luta a favor, isso sim é viver.

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Saturday, July 29, 2017

 

Oscar Quiroga - 3425

Instruções e orientações

A experiência humana entre o céu e a terra, diferente do que parece, não se resume a competir por espaço e recursos, mas a consolidar o que é óbvio, conexões mais amplas e sofisticadas que nos permitam operar em conjunto, de forma grupal, e pelo bem comum. Não temos instintos para nos apoiarmos nessa empreitada, temos os pressentimentos que nos instam a abandonarmos o passado instintivo e nos lançarmos a uma aventura cujos resultados futuros estão garantidos pelo próprio funcionamento do Universo, mas que nem isso serve para termos certeza sobre o que fazemos nesse sentido, pois, essas certezas temos de conquistar para enterrar definitivamente o passado instintivo e consolidarmos o futuro intuitivo. Do lado de lá, dos que já passaram por isso e conquistaram, acenam instruções e orientações.

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Friday, July 28, 2017

 

Oscar Quiroga - 3424

Conexões

Não há nada sequer remotamente parecido com solidão na experiência humana, pois, por sermos humanos estamos todos conectados em nossa humanidade, o reino humano é um único conjunto sofisticado de experiências e manifestação. A eventual solidão que cada um de nós experimentar decorre de impormos condições e regras que, se não forem preenchidas, então não permitimos que ninguém se conecte conosco e tampouco nos permitimos entrar em contato com outrem. A solidão não é inerente à experiência humana, através da mente que consideramos ser nossa exclusivamente, passa o registro do somatório de sensações e imaginações que nossa humanidade formula. Tu tens direito a gostar ou desprezar o que sentes, mas nada podes fazer para não o sentir. Administra tua vida com sabedoria.

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Thursday, July 27, 2017

 

Oscar Quiroga - 3423

Experiência subjetiva

Para não te estressar inutilmente, procura aproveitar o tempo de Lua Vazia e te exercitar na sagrada ciência da despreocupação. É sagrada porque a despreocupação consiste em te abstrair de quaisquer circunstâncias, favoráveis ou desfavoráveis, para te conectar com a realidade que normalmente negligencias, a de tua alma, a rica experiência subjetiva que acompanha a objetiva. É uma ciência porque se baseia no conhecimento real de que o próprio Universo respira, alternando movimentos que se dirigem à experiência objetiva e outros, que vão ao encontro da subjetiva. Tu também respiras e essa função não é apenas automática, tua mente interfere nela para utilizá-la de ponto de apoio e sobre esse acompanhar de forma lúcida e consciente esses dois movimentos em ti.

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Wednesday, July 26, 2017

 

Oscar Quiroga - 3422

Considera os princípios básicos

Tu existes porque o reino humano existe. O reino humano existe porque o planeta Terra existe. O planeta Terra existe porque a estrela Sol existe. A estrela Sol existe porque a Galáxia existe. A Galáxia existe porque o Universo existe. Tu podes continuar esse raciocínio em conjuntos infinitamente grandes e infinitesimalmente pequenos para obter uma visão da interdependência de tudo quanto existe. Nada existe sem estar integrado simultaneamente a um conjunto maior e menor de existências. Nada existe objetivamente sem ter uma contrapartida subjetiva também. Se as lutas em que te envolves não levam em consideração estes princípios básicos de como funciona o Universo em que te movimentas e do qual emprestas tua vida, então, sinto dizer, perdes tempo e recursos numa luta vã e inglória.

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Tuesday, July 25, 2017

 

Oscar Quiroga - 3421

Reino humano

A despeito das divisões que formulas mentalmente sobre teus gostos e desprezos, tudo que existe responde a uma necessidade e, se existe, toma emprestada a vida da mesma fonte que também te faz existir. A despeito de todas as divisões que nossa humanidade inventa, do grande valor outorgado à individualidade, em primeiro lugar somos todos integrados ao reino humano e temos muito mais em comum do que diferenças. O reino humano é um só corpo cósmico composto de uma palheta de tonalidades individuais que seria impossível existir, não fosse pertencerem todas ao mesmo reino da natureza. Por isso, tuas preferências nunca prevalecerão, pois são tonalidades apenas, portanto, temporárias também. Os indivíduos, com suas preferências, passam, mas o reino humano continua existindo.

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Monday, July 24, 2017

 

Oscar Quiroga - 3420

Justificativas tolas

Em vez de questionar os compromissos que tua má vontade olha com desprezo, te esclarece se o cumprimento desses produzirá benefícios e facilitará tudo para as pessoas com que te relacionas, sejam elas próximas ou distantes, conhecidas ou anônimas. Se assim for, tua má vontade é uma adversária que precisas combater, pois, te induz imaginar que sejas uma alma injustiçada que tem de prestar serviço ao mundo sem receber nada em troca. Na verdade, enquanto formulas essas hipóteses tolas tentas justificar antecipadamente que esse será o comportamento que adotarás, que te tornarás mais um na legião de incautos que se convence de ter nascido apenas para pegar algo do mundo e nada dar em troca. Se essa fosse a verdade e um princípio universal, o mundo, te digo, sequer existiria.

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Sunday, July 23, 2017

 

Oscar Quiroga - 3419

Enriquecimento e miséria

Apesar da fantasia individual de que nossa visão particular da realidade deva respeitada e isso levar cada pessoa a ter o direito de imaginar o que quiser, na prática havendo tantas opiniões diferentes quanto número de indivíduos existir, na realidade isso não é assim, é completamente possível agrupar as opiniões e visões de mundo, pois, mesmo que ignoremos a realidade de sermos menos individuais do que gostaríamos, e mais grupos consolidados em torno de hábitos e visões, a realidade mais real é essa mesma. Somos grupos, mas ainda não nos atrevemos a funcionar assim, pois, tememos que ao nos congregarmos perderíamos nossa amada individualidade, o que é um equívoco. Pensar menos em nossa sobrevivência e mais no bem comum é o sinal de enriquecimento, enquanto que o pensamento egoísta é miserável.

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Saturday, July 22, 2017

 

Oscar Quiroga - 3418

Novas armas

Tudo que conquistaste para tua sobrevivência é valioso, mas precisas dar um passo além e te orientar pelo pressentimento que te indica haver algo mais do que o jogo da sobrevivência. Investiga o que está por trás desse pressentimento, não te acomodes no jogo da sobrevivência, pois, sua inércia é tão grande que um dia perceberás que perdeste o precioso tempo da existência sem ter te atrevido a fazer algo maior, para o qual estavas preparado desde o início. Tu não precisas desprezar o que fizeste até aqui, mas tampouco despreza essa voz interior que te instiga a te aventurares à conquista do que, por ser maior do que ti, requer que deponhas as armas com que lutaste pela sobrevivência por longos anos para te munir de outras, novas, com as quais lutarás pela promoção e preservação do bem comum.

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Friday, July 21, 2017

 

Oscar Quiroga - 3417

A escolha de um lado

Neste subjetivo campo de batalha no qual as forças da inércia se enfrentam com as que lutam para consolidar a conexão com algo maior, teu protagonismo nessa história lendária se dá a todo solitário instante em que precisas tomar decisões e optar entre continuar sendo um "Egonauta" normal ou um ser humano que se ergue com sua própria força de vontade para conquistar o que lhe é merecido. A força numérica da maioria promove que continues tecendo teu destino em torno de tua sobrevivência e conforto, porém, o poder da graça está ao teu dispor, mas te coloca à prova para reconhecer se tens mesmo presença para assumir funções mais sofisticadas que, não sendo ainda apoiadas pela maioria, requerem um nível de coragem enorme para ser assumidas. Não fiques a meio caminho, precisas escolher um lado.

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Thursday, July 20, 2017

 

Oscar Quiroga - 3416

Ser maior

Se não tivesses tido uma visão de algo maior do que ti, certamente não te cansarias da vida cotidiana destinada à tua sobrevivência, apenas seguirias o fluxo instintivo de nossa humanidade. Porém, em algum momento enxergaste uma conexão de tua presença individual com um conjunto mais amplo e sofisticado de experiências, que nada mais e nada menos é do que o próprio Universo em que te movimentas e de onde se origina teu ser. A visão desapareceu e ficaste tu com a responsabilidade de promover essa conexão com tua força de vontade, pois, ela não se atualizará mais por si só. Ao mesmo tempo tens a inércia das repetições egoístas do dia a dia para administrar, que não superarás nem resolverás te cansando ou a chamando de ilusão. Agora tu és um ser humano resolvido a ser maior do que a natureza te fez.

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Wednesday, July 19, 2017

 

Oscar Quiroga - 3415

Algo maior

A cooperação, colaboração mútua ou o espírito de equipe, nada disso acontece de forma espontânea entre as pessoas, porque é natural que cada indivíduo faça girar a roda do destino em torno de seus interesses particulares e necessidade de sobrevivência. Ao mesmo tempo, temos todos o pressentimento de pertencermos a algo maior, o que nos leva a buscar vias de conexão com conjuntos maiores, mais amplos e sofisticados de experiência. Essa conquista se desenvolve pela força de vontade e combatendo a inércia de nosso egoísmo, sem, no entanto, considera-la um erro ou simplesmente a reprimindo. A violência da repressão ainda é um resquício da inércia com que nosso Ego prefere fingir que não há nada mais importante do que a sobrevivência. Tu apenas precisas querer ser maior do que ti.

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Tuesday, July 18, 2017

 

Oscar Quiroga - 3414

Egonautas

É natural que te importes apenas contigo e que não te atrevas a confessar abertamente isso, apesar de ser uma prática normal. Na falta de se poder falar com franqueza sobre isso, como um funcionamento natural de nossa humanidade é que, na busca de algo maior e melhor, acaba-se desprezando e ridicularizando o Ego, como se fosse uma ilusão e tudo que a identidade individual promovesse fosse um erro. Todos, sem exceção, navegamos nas águas autênticas do Ego, somos "Egonautas" e não há nada de errado nisso, é uma expressão natural. Nosso erro consiste em tentar nos apropriarmos de tudo nessa condição, como se a Vida de nossas vidas, a que sustenta e de onde se origina nosso Ego, fosse exclusivamente nossa. Desse erro derivam todas as brutalidades ignorantes e vis que a separatividade do Ego produz.

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Monday, July 17, 2017

 

Oscar Quiroga - 3413

Egoísmo e bem comum

Da mesma forma com que a visão espiritual não se desenvolve espontaneamente em nossa humanidade, ela precisa ser buscada e conquistada, o mesmo acontece com uma questão básica que é pilar da civilização: o bem comum não é ansiado pelas pessoas de forma natural, ele há de ser buscado e conquistado. Espontaneamente somos todos egoístas, pensamos sempre em nossa sobrevivência e empurramos para um futuro incerto o que pressentimos, que seriamos todos maiores e conquistaríamos o mundo melhor com que sonhamos se nos uníssemos em espírito de grupo e colaboração mútua. Nenhum de nós precisa ser educado para ser egoísta, é só deixar a natureza seguir seu rumo e isso acontecerá. Educação não é reprimir o egoísmo, mas mostrar um valor maior a ser conquistado.

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Sunday, July 16, 2017

 

Oscar Quiroga - 3412

Princípios e interesses

Resolverás teus conflitos com sabedoria e imparcialidade quando tiveres clareza a respeito dos princípios universais e eternos, sem os quais, tudo o mais viraria um caos. Em muitos momentos, ao contemplar o estado do mundo, tua alma fica constrangida, pois é entristecedor que tudo esteja virado do avesso, que os princípios universais tenham sido substituídos por interesses particulares. Essa é a causa do caos que te constrange e tu precisas tomar uma atitude a esse respeito, encarando todos os conflitos que te acontecem e nos quais te envolves para que tua presença seja defensora dos princípios universais, pois, se tu os proteges, os princípios te protegerão também. Porém, se quiseres te esquecer dos princípios universais e defender apenas teus interesses, terás a maioria a te apoiar.

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Saturday, July 15, 2017

 

Oscar Quiroga - 3411

Conhece, deseja e age

Os pensamentos surgem do nada e tomam teu ser, não sendo possível te absteres de fazer algo para comprovar, na prática, se tua mente é um catálogo de devaneios ou se algo nela está conectado a uma fonte de onde emanam possibilidades de realização. Em dias assim tu avanças muito mais do que nos incontáveis dias em que ficas pensando demais e fazendo muito menos do que poderias. Enquanto existires neste planeta podes confiar numa regra básica para te orientares; mais vale errares por atrever-te a agir do que te arrependeres depois, por ter feito menos do que terias sido capaz. Tua mente produz ideações, não importa de onde elas provêm. Teu corpo é um instrumento maravilhoso de ação. Os desejos agregam ardor a esse processo. Então; conhece, deseja e age, pois, afinal, estás aqui para isso.

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Friday, July 14, 2017

 

Oscar Quiroga - 3410

VIVER COM PLENITUDE

A cada dois dias acontece um período de Lua Vazia, sempre de duração variável, pois, esse é calculado de acordo com a posição dos outros planetas do sistema solar. 

Esse período te outorga uma licença para subverteres a agenda objetiva da civilização que te convenceu de experimentares apenas a metade do que te é de direito, enquanto negligencias a outra. 


A experiência subjetiva é tão real quanto a objetiva, só que funciona com outras regras e se mede com outros valores, porém, nada te preparou para ela, tua educação consolidou o movimento de tua consciência na direção da objetividade e deixou sobre ti a responsabilidade de decidires o que fazer com a experiência subjetiva.


A cada período de Lua Vazia tu ganhas uma oportunidade para equilibrar o jogo e viver com plenitude.

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Thursday, July 13, 2017

 

Oscar Quiroga - 3409

Planeta de ação

Apesar de a voz popular falar através de ti que neste planeta tu estás a aprender com as experiências, esse convencimento continua te consolidando num lugar teórico e, enquanto isso, perdes a oportunidade de tomar atitudes práticas. A única coisa que realmente precisas aprender é que este planeta é um lugar de ação e que tu cumpres uma função prática no Universo, tendo uma serventia nesse, que há de provar-se diante de cada situação e experiência, com tua alma tomando atitudes práticas. Por isso, de nada te abstenhas, te envolve nas experiências, nunca deixes de demonstrar teu valor por meio das ações que empreenderes, pois, mesmo que como resultado dessas te compliques de imediato, isso será preferível à enorme complicação que empurras a um futuro incerto por não fazeres o que podes fazer.

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Wednesday, July 12, 2017

 

Oscar Quiroga - 3408

Lua vazia e vida subjetiva

A todo momento tu tens de administrar duas experiências simultâneas, a das vidas objetiva e subjetiva. Porém, até agora e pela força numérica do convencimento atual de nossa humanidade, só consideras real a vida objetiva, enquanto as experiências subjetivas são tidas como vagas demais para serem reais. Se a vida subjetiva não fosse uma realidade do Universo em que te movimentas e experimentas ser, tu não precisarias sonhar nem tampouco haveria a enriquecedora imaginação disponível para a usares como instrumento de progresso. Os períodos de Lua Vazia são aqueles em que a experiência subjetiva se sobrepõe à objetiva, mas como resultado do que te expliquei, tu teimas em continuar a agenda normal e isso te provoca desventuras inúteis, que poderias evitar valorizando e reforçando a subjetividade.

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Tuesday, July 11, 2017

 

Oscar Quiroga - 3407

Princípios universais

Se tua alma for desprovida do conhecimento de certos princípios eternos e universais, naufragará de forma constante diante de quaisquer vicissitudes, já que só te restará o catálogo de verdades relativas para te orientar e, no fim, diante do impasse provocado pela multiplicidade de pontos de vista, acabarás lançando mão do voto democrático e optar pelo que a maioria decidir para tomares uma atitude. A maioria numérica pode ter força de opinião, mas nunca substituirá a verdade embasada em princípios eternos e universais. Pensa bem, seria, por desventura, aceitável a violência contra as crianças, só porque a maioria assim o decidisse? Então! Isso te deve dar a pista de que a verdade não é relativa coisa nenhuma e que tu precisas, o quanto antes, te esclarecer a respeito dos princípios universais.

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Monday, July 10, 2017

 

Oscar Quiroga - 3406

A falsa relatividade

Nunca resolverás tuas questões vitais com sabedoria se não tiveres em mente e com a maior clareza possível alguns princípios universais e teceres tuas ilações em torno desses. Ainda que pareça moderno e superbacana afirmar que não há verdades absolutas, apenas relativas, pois, cada indivíduo tem direito de ter seu ponto de vista e afirmar que essa seja sua verdade, precisas compreender que não é a modernidade nem estar cheio de pose e atitude o que te ajudará a resolver as questões vitais que se apresentam a ti. A relatividade da verdade te impede enxergar os princípios universais, então, havendo tantas opiniões quanto pessoas, só encontrarás soluções derivadas do que a maioria opina. Cuida, pelo menos, de te aproximar de boas pessoas ou correrás o risco de o crime te parecer normal.

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Sunday, July 09, 2017

 

Oscar Quiroga - 3405

Beleza sublime e duradoura

Constrói uma beleza duradoura forjando instrumentos de ação eficientes para te abrir passagem no meio do tanto de feiura que o mundo produz. A estética que buscas, porque reconheces merecê-la e participar da grandeza que percebes por trás da aparente desgraça, não será conquistada mediante cosméticas, nem muito menos varrendo para baixo do tapete de tua consciência os vieses sombrios de teu próprio ser. Encara os demônios que habitam em ti, não te intimides, mas mesmo com a alma intimidada continua em frente, esses demônios temem o momento em que deixes de considerá-los forças insuperáveis, eles só podem te assombrar porque tu lhes outorgas esse poder. Sobre essa certeza forja armas imbatíveis e, ao mesmo tempo, tua alma irradiará a beleza sublime de quem é maior do que as circunstâncias.

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Saturday, July 08, 2017

 

Oscar Quiroga - 3404

A neurose

Tu sabes que há vieses em tua alma que preferes não expor a ninguém, pois, ofendem até tua própria percepção. É desnecessário que te exponhas, mas é fundamental que reconheças esses vieses, que podes chamar de sombras, porque se tu falhas em aceitar que há em ti essas condições, então te munirás de um discurso moralista que atacará e criticará duramente as pessoas que incorporarão nelas o que em ti não queres aceitar. Essa dinâmica faz parte da normalidade estatística, a esmagadora maioria funciona assim e isso tem nome, neurose. Se tu buscas de verdade um mundo melhor no qual existir e um mundo melhor para teus descendentes, então precisas começar fazendo em ti os ajustes para que a neurose não seja a nota dominante de tuas atitudes. O mundo melhor começa com te libertares da neurose.

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